quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Justificação, Deus e o Tempo


Nem sempre o silêncio significa consentimento, aliado às atitudes, ele se torna a justificação. Quando estamos livres de sentimentos destrutivos,  a Divindade coopera ao nosso favor.
Temos que apenas descansar e aprender que Deus nos justifica, quando somos justos. A nossa consciência é um pedacinho de Deus em nós e quando ultrapassamos o limiar da sinceridade, ela grita em nosso ser, fazendo-nos rever nossas atitudes.
Não apresse o rio, nem o voo do condor, não queira que a criança se torne logo adulta, entenda o mistério sútil dos segundos, um a um, formando o desenrolar do tempo futuro.
Agimos por vezes errado, inerente característica humana, e no ímpeto de tentar corrigir um problema, ocasionamos outros, gerando mais desconfiança.
Precisa de JUSTIFICAÇÃO? Descanse no divino divã e saiba que o tempo é aliado de Deus, há certos momentos em que as palavras não conseguirão o que só Deus por intermédio do tempo fará por você, por isso DESCANSE em Deus e ESPERE o TEMPO Dele em sua vida.
Denilson 26 /12/ 11

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Objeção

Quem disse que tenho que escrever  com cadência?
Quero escrever DESencadear, como  torrencial chuva DESenfreadamente,
Ela sim me entende,  para ela o que escrevo é um repente,
Gota que, DEScompassada,  rola com DESpropósito, DESmedida, DESmesurada...
Não sou obrigado a obedecer, se posso fugir às regras e  DESobedecer,
E se me julgas anárquico porque não tenho propósito,
Acrescente-me o “de” : DESpropósito,
Não quero nada agora, entenda-me bem,
DESmitifique o mito envolto no falso mérito,
Conceda-me à petição: DESmérito.
Estranho poder do “DES”, poder do DESmerecimento...
E por isso, vivo DEScontente!
Denilson 26/ 12/ 2011

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O menino que fui volta sempre em Dezembro


Não sei se dezembro mexe com vocês como mexe comigo. Provavelmente não. Amar dezembro como eu o amo, esperá-lo como eu o espero, senti-lo como eu o sinto, reconheço que parece coisa de criança. E é. Às vezes, o menino que eu fui há tanto tempo volta e assume a direção do homem maduro que eu já deveria ser. Em dezembro o menino sempre vem. Vem e altera minha vida.

Logo nos primeiros dias do mês, já acordo diferente. As notícias do rádio, da TV e do jornal são aquelas de sempre: doença, miséria, fome, tragédia, desgraça, destruição. Há quem mata por nada. Há gente humilhada, gente ofendida, gente espezinhada, gente ressentida. Pessoas que acham o otimismo um escárnio e consideram a felicidade só uma palavra longa, sem nenhum significado. Gente que sofre em dezembro tanto quanto sofre todo mês, de janeiro a novembro. Eu sei. Mas em dezembro eu sempre acredito que nem tudo esta perdido, que alguma coisa pode mudar. Defeito? Acho que sim. Ingenuidade? Creio que é. E tenho certeza de que herdei os dois, o defeito e a ingenuidade, de minha mãe.

Quando chegava dezembro, minha mãe esquecia as mágoas, fingia não estar sentindo mais a sinusite que atormentava os seus dias e concentrava-se toda nos preparativos para o Natal. O Natal, para ela, eram os presentes, a árvore, os enfeites, a ceia, as nozes, o doce de semente de papoula cuja receita, uma preciosidade, tinha atravessado o mar e chegado com a família ao Brasil. O Natal era isso tudo e, mais importante, eram os filhos reunidos todos em volta da mesa, tentando esconder as lágrimas trazidas pela simples, mas comovente Noite Feliz.

Chorávamos todos, no Natal, e sabíamos muito bem por quê. Chorávamos porque pressentíamos que um dia nos faltaria até aquele raro momento de comunhão, aquele instante único no ano, fruto da tenacidade daquela mulher que, chorando mais do que todos nós, dava graças a Deus por ter conseguido de novo, pelo menos por uma noite, colar os estilhaços de sua família. Ela procurava nos ensinar, Natal após Natal, que tínhamos nascido para viver juntos. E nós sabíamos que passados aqueles instantes mágicos, voltaríamos a nos estranhar, a nos maldizer, a nos afastar. Sabíamos que, um dia, não pousariam mais sobre nós aqueles olhos azuis, que não nos reuniríamos mais sob o irresistível apelo daquela doce voz.

Minha mãe amava dezembro porque dezembro era o mês do Natal e porque acreditava que, na época do Natal, as pessoas se tornavam melhores e os milagres se tornavam possíveis. De janeiro a novembro, pedir-lhe algo que não pudesse dar era deixá-la triste. Em dezembro, era deixá-la arrasada. Ela sempre achou, até o fim, que no mês do nascimento de Jesus, não se devia negar nada a ninguém.

Conhecendo essa fraqueza do seu coração, eu lhe pedi uma vez, num longínquo dezembro, que ela me trouxesse do centro, onde ia fazer as últimas compras para o Natal, um almanaque de histórias em quadrinhos. Foi pura maldade do menino que eu era. O almanaque era caro e eu não ignorava que o dinheiro para a ceia do dia 24, arrancado com tanto sacrifício do meu pai, estava bem mais curto do que em outros anos. Foi o que ela me disse. Insisti, bati o pé, chorei. Quando saiu, ela estava quase chorando também.

Algumas horas depois, quando ela voltou e começou a colocar os pacotes em cima da mesa, eu não lhe dei tempo nem de tomar água. Quis logo saber se havia comprado o que eu tinha pedido. Suspirando, ela, do fundo de uma sacolinha, puxou o almanaque. Só então eu notei que suas mãos e seus braços estavam feridos. Baixando os olhos, vi também dois machucados enormes nos joelhos. Perguntei o que tinha acontecido e minha mãe me contou que, quando o bonde tomado por ela na Praça da árvore se pôs em movimento, meu almanaque havia deslizado do seu colo e caído na rua. Prevendo que eu não ia acreditar naquilo, ela, desesperada, saltou do bonde e estatelou-se com os pacotes no chão. Por pouco não foi atropelada por um carro. O motorista, furioso, tinha xingado minha mãe de louca. Vendo-a desamassar cuidadosamente os pacotes, senti que o motorista não tinha errado ao xingá-la. Ela era louca, sim. Louca de amor pelos filhos, pela família, pelo Natal.

Desde esse remoto dia, toda vez que dezembro vem eu lamento não ter herdado um pouco mais dessa saudável loucura, um pouco mais dessa bendita ingenuidade de minha mãe. Gostaria de sonhar, com a mesma intensidade com que ela sonhava, gostaria de acreditar, com a mesma intensidade com que ela acreditava, que em dezembro os milagres são possíveis, que em dezembro tudo pode mudar.
Raul Drewnick. (06/04/1994).

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Meu Primeiro Aniversário!


E  parei aqui para aliviar essa correria de final de ano: notas a entregar, diários e mais diários para se fechar, formaturas, compras, confraternizações, reflexões e preocupações, planos, decisões, vorazes sensações que antecedem o fim e inicio de um novo ano!
Mas tudo isso é motivo para se comemorar, afinal, isso demonstra que há vida, há possibilidades, sonhos e um novo ciclo chegando!
E parei por aqui, para comemorar junto com você leitor de meu blog, meu seguidor, o primeiro ano do meu divãzinho, ainda bebê, acalentado por nós. Um universo virtual sim, mas nele habitam as palavras que podem nos tornar melhores, se aqui se aconchega é por se identificar com meu mundo, com minha psique.
Quero com todo meu carinho agradecer a todos os meus visitantes e habitantes desse espaço cibernético, e há quem diga que ao soprar as velhinhas pode se  fazer um pedido, e nesse momento as sopro pedindo que as palavras que aqui compartilhamos e  compartilharmos não fiquem apenas no campo abstrato, mas das ações empregadas, que sirvam de pequeno luzeiro a um mundo caótico!
O primeiro pedaço do “bolo” divido em partículas e o envio agora, em forma de carinho e agradecimento!
Beijos no coração! 
Denilson dez / 2011.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Vibrações

“Vibrar é viver. A vida vibra. No abismo etéreo à música das esferas, no segredo subterrâneo dos sepulcros, na luz, na chama, no perfume, no som, na putrefação. Vibra à semelhança na alma. Psique é o entusiasmo ou a melancolia. Há clarins e lampejos solares no entusiasmo; na melancolia adágios que agonizam e sombras mortas. E entre os extremos alcances matizam-se as cadências do coração – musicalmente, como se diz do som; em gradação de cores, como se diz da luz; entre a lírica intensidade rutilante e a vibração angustiada e tarda das elegias cresce a sinfonia cromática das paixões.”
Raul Pompéia

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Uma só bandeira!

Agradeço a você que tem enriquecido meu espaço com sua visita, sua presença que enriquece, observo que recebo visita de vários países e fico feliz por isso. Que bom seria se existisse uma só bandeira como na letra da canção que ora compartilho. Qual sua nacionalidade? A resposta deveria ser: terreste!
Sonhemos um pouco essa manhã com um mundo mais humano, sem guerras territoriais, com aceitação do outro, sem corrupção, violência, um mundo livre! Plantemos essa sementinha em forma de amor!
Não deixe de ouvir a canção e refletir em cada verso! E gostaria que compartilhasse a frase que mais gostou. A minha é 
"Quem me dera que as pessoas que se encontram
Se abraçassem como velhos conhecidos
Descobrissem que se amam
E se unissem na verdade dos amigos"

Beijos no coração!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Uma Reunião de Natal- Alteridade: exercício da ternura


Alteridade (alter =outro): o mesmo que se interessar ou preocupar-se com o outro. Numa sociedade regida pelo dinheiro, pela competição e  pelo individualismo, como a nossa, pode alguém  dedicar momentos de sua vida ao outro? Será que ainda há nesse mundo espaço para a solidariedade e a ternura?
Na pintura observamos duas pessoas, uma deitada e outra sentada à beira da cama, a que está deitada provavelmente está doente e a que está em pé provavelmente foi fazer uma visita a ela. Eles têm algum vínculo afetivo, são parentes ou amigos. Pela imagem percebemos que os dois possuem a mesma idade, se são amigos, são há muito tempo!
As cores predominantes são o bege, o marrom e o preto, que sugerem frieza.
Observe que há uma cesta com uma garrafa térmica e um guardanapo, sobre a mesa um prato, provavelmente o visitante trouxe a cesta com alimentos para oferecer ao doente, ao lado da cadeira, estão um casaco e uma bengala, há probabilidade que sejam do homem deitado e que este tenha problemas de locomoção .
Na parede ao fundo há um quadro com o perfil de uma mulher, que pode ser a esposa ou filha do doente, que possivelmente não habita na casa, pois se assim fosse, não precisaria alguém trazer comida. É possível que a mulher tenha falecido e que os filhos tenham se casado.
O homem, sentado, segura ao alto, com a mão esquerda, um objeto, observe a expressão do olhar de cada uma das personagens, o objeto representa o Natal, portanto, considerando esse objeto e o título do quadro, a cena acontece no final do ano.
A expressão do olhar das personagens não é semelhante, pois o olhar do homem com a árvore de Natal nas mãos é mais vivo, brilhante, cheio de esperança; o olhar do paciente, embora com menor vivacidade, também expressa uma ponta de esperança .
Esse encontro pode representar para o paciente a vida, o renascimento do doente. O visitante segura a árvore de Natal no alto, sugerindo algo positivo, que renasce com o Natal, com a mão direita, o homem sentado, segura a mão do outro homem, demonstrando amizade, carinho e solidariedade.
As ideias principais do quadro são: interesse pelo outro, solidão, solidariedade, velhice, amizade e companheirismo.

*A atividade acima foi adaptada por mim, extraída do livro didático de Português, do pintor americano  Norman Rockwell.
Uma Reunião de Natal  Norman Rockwell(1920)

Cereja, Willian Roberto; MAGALHAES, Thereza Cochar. Português: linguagens, 7º ano: Língua Portuguesa. 5 ed. São Paulo, Atual, p.137-138,2009.

domingo, 6 de novembro de 2011

Ao Desconhecido...


É para ti, esta loucura que ora borbulha do meu coração...
Inebriante olhar, enigmático.
E quero desvendá-lo, mas o instante não me é o oportuno.
Fugir da superficialidade, apressar-me ao entranhável.
O tempo, esse voraz e rival; o fortuito, que não me sucede,
Desviam-me de ti!
Alheio de mim, questiono-me o interesse de em seu universo mergulhar.
Quero-te, sem explicação, não há que se questionar!
Unir duas vidas para compor única, história que apraz.
Não me é permitido, nem o tempo, nem os laços.
Em mim, o embaraço que não me permite ousar,
o tempo, tão breve a me afastar de ti...
E já sinto saudades daquilo que não conheci.
 Denilson 06/11/2011

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Quando Saio De Mim...

Penso na noite cálida, enluarada,
Quatro passos, sendo dois,
Quatro mãos, sendo uma,
Dois corpos, sendo um! Sendo nós!
Aqui, onde tudo é possível...
E andamos sobre folhas secas que o outono, para nos enfeitar, derramou...
Desato-me do secular, não quero estar aqui,
Gosto das paixões suaves,
Do tempo em que somente a luz dos castiçais existia...
Deliro nos beijos adultos e inocentes,
No instinto dos corpos que concretizam a volúpia.
E de braços dados ao meu amor, ando pelas noites de um vilarejo,
A lua reflete nossa sombra na fonte...
Os transeuntes enamorados passam entre nós,
Malogrados observam desejosos por assim viver...
E dentro de nós eleva um som suave,
Uma musicalidade que alinha nossas sensações...
Há uma singular sensação, como se o eterno, o efêmero,
Como se o tudo e o nada, como se a saudade, como se tudo
Resumisse com nossa relação,
Personificação do verdadeiro amor,
Recíproco, condigno!

 Denilson 04/11/2011

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Nem santa, nem profana

Era uma jovem simples, sem ternura ou penúria,
Linda, rústica, menina bela e voraz
Desde criança apurada no trabalho,
Alegre, brava, risonha
Trabalhava aqui, amava acolá,
Era provada aquém, vencia além
Casou-se, mas seu primeiro casamento,
Nem sequer os uniu
Os filhos sofrendo tanto, ficaram, assim,
Sem eira, nem beira!
Ela, não sabia de onde brotavam as lágrimas,
Mãos calejadas, corpo moído
Desempregada, mas mantinha a vida...
Não só a sua, mas as da cria!
Não era santa, nem profana
Era mulher, guerreira, pobre, da lida!
Em sua vida novo homem apareceu
A sonhar logo se viu
Fazendo planos,
Juntando panos,
A outro se deu!
Não era o que queria,
Mas nesse ínterim seu amor,
A outros braços entregou-se
A vida passou... traída, abandonada, amargurada!
Chorou a ferida do desencontro,
Não quis saber de dançar, de novo embalo,
Desfez dos bailes, dos adornos,
Desfez do outro, a si se entregou!
O tempo passou...com ele o peso da idade,
O desconforto da dor e da falta de vitalidade!
Velha, mas no seu interior, os filhos permaneceram,
Estão lá criados, formados, ao seu lado!
Presente em seu intimo se encontra o sonho desfeito,
Mas uma outra recompensa:
Amor a vida e a gratidão por tudo superar!
Rogo a Deus que na hora derradeira, ao seu encontro os anjos venham
Junto ao Pai, a eterna e bela recompensa,
Com laurel presenteá-la!
Denílson 05/11/2011

domingo, 16 de outubro de 2011

Desapego!


E a gente aprende a soltar...
Aprendemos a desapegar, lentamente e com dor voraz, que nem nos apercebemos!
A busca entranhada por emoções, por decisões e, por nós mesmos, nos converte em gigantes!
Então já não é mais preciso escalar montanha altaneira, porque a ela superamos.
Nada é mais nenhuma novidade, tudo se torna previsível...
A evolução faz isso com a gente, deixa-nos apáticos de uns e apaixonados por outros...
Sem comoção, indiferentes por uns,
fanáticos por outros, que possuem em seu ser, o que a gente não pode prevenir...
Denilson 16/10/11

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Volte A Ser Criança!





“[...]Então, perdendo a paciência, como tinha pressa de desmontar o motor, rabisquei o desenho ao lado :
E arrisquei :
- Esta é a caixa. O carneiro está dentro.
Mas, fiquei surpreso de ver iluminar a face do meu pequeno juiz :
- Era assim mesmo que eu queria! Será preciso muito capim para esse carneiro ?
- Por quê ?
- Porque é muito pequeno onde eu moro[...]”
“[...]Infelizmente eu não podia discutir com ele. Eu estava velho demais para ver carneiros por furos de caixas[...]”
Antonie de Saint-Exupéry


Amigos leitores, acho essa passagem do livro “ O Pequeno Príncipe” magnifíca!
Será que você ainda aquela eterna criança?  Será que ao menos sabe sonhar?
É estranho pensar que a duração infante é efêmera, por outro lado, devemos ter em mente que o encanto da infância pode e deve ser conservado em nós!
Em mim está bem presente, a imagem indefesa de uma criança magra, brincalhona, sonhadora que era protegida pelos pais!
Lembro-me bem dos sabores daqueles geladinhos ou sacolés (como quiserem chamar), feitos pela vizinha, com um gostinho de plástico.
Por um instante vejo as reuniões de família, os primos que vinham de longe, o Natal...Tudo esplendoroso!
E na hora de dormir eram colchões estendidos por todo lado, dormia ao lado de minha avó e primos, esta, contava-nos histórias mirabolantes de fantasmas, enquanto lá fora chovia, ventava ou estrelas cintilavam!
E a imaginação, o sonho tão vivo, me faziam feliz. Aquela criança pobre sem recursos para brinquedos, inovava sua vida através dos sonhos, da criatividade. Transformava latinhas em carrinhos, a pobreza em requinte.
Através de caixa, enxergava carneiros, serpentes, o futuro e este seria o ideal!
Hoje, muitos adultos, pelas circunstâncias do desejado e não realizado, perderam a imaginação e o poder da criatividade. Deixaram latentes, no recôndito da alma, a nobreza de menino!
Quer ser feliz?  Então volte  a enxergar carneiros através de caixas, volte sonhar, não deixe a dura realidade apagar aquilo que sonhou para si! Recomece, volte a brincar, volte a entrar nas histórias mirabolantes que sua avó contava, volte a empinar papagaios...retome a inocência que existia em você !
Denilson 12 /10/ 11

domingo, 9 de outubro de 2011

Controlando a Ânsia De Encontrar Alguém...

Quem nunca se permitiu sonhar? Mas o sonho expresso aqui, não é um simples sonho, é desses sonhos que nos acompanham desde que sustentamos os pensamentos mais racionais e deixamos de lado nossos brinquedos de criança.
Quando iniciamos a tão almejada fase adulta, deixamos de lado nossas fantasias infantis, contudo, trocamo-las por outros devaneios, esses agora também são  adultos e nos fazem sofrer mais!
Já desejou vivenciar um amor ardentemente, quem nunca assim o fez? Contraponha, se me engano!
Ainda sonhamos em conhecer alguém, que pode estar do outro lado do mundo, em comum acordo com nossos pensamentos, ligado nesse fundamento, mas distanciado porque ainda não encontrou o ser aquém!
Quem nunca se desligou da realidade e permitiu que, suas representações, em espírito, viessem em si e se viu amando e sendo amado?
Sonhamos... encontrar alguém, em vivenciar o amor cúmplice, sem jamais penetrar nele a desilusão, a falsidade, a traição!
Acreditamos um dia encontrar alguém, em que, por um momento, o tempo pare para que nos olhe e, de repente, alguma atração misteriosa, inexplicável, espiritual atrairá as almas para que os corpos se tornem um!
Quem nunca sonhou ultrapassar a fronteira de si, para que do outro lado resgatemos alguém que virá nos completar?
Sonho que não é impossível, nem certeiro, mas que em nós existe!
Com o tempo exigimos mais de nós e do outro também, dispensamos os corpos, o puro erotismo e pensamos no preciso. Ficamos mais exigentes?
Sim! Dispensamos as ideias juvenis e queremos aquela pessoa prudente, firme no diálogo, constante nas atitudes, mas criativa!
Acredito que tornamos seletivos para não cairmos nas mesmas ciladas das relações anteriores, queremos não só braços, mas laços.
O tempo ainda não trouxe alguém que você  merecesse, sente que está a devanear muito ?
Certeiro ou não, precisamos trocar nossas carências por conhecimento, sabedoria, estar atentos as coisas que sucedem em nossa volta, nos permitir amar e mesmo que o amor não chegue agora, teremos outras bases estabelecidas na vida!
Estamos em constante construção, como um pedreiro que de tijolo a tijolo ergue uma casa, a diferença nossa a essa analogia é que não podemos ser previsíveis e sonhar com datas estabelecidas!
Façamos nossa parte, plantemos amor, espalhemos brilho e alegria e que isso em nós se torne devoção, quando agimos assim, não nos desgastamos, pois existe certeza de que estamos fundamentados no bem, e isso basta!
Denílson 26/08/2011

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Trovadorismo Na Literatura Portuguesa

Baseada em toda história da Idade Média, essa literatura é pulsante e popular, caracterizada por cantigas e trovas feitas por jograis, é uma literatura politizada que demarca toda condição social.
O povo vivia sob o feudalismo, sofria os mandos e desmandos da igreja católica que era considerado o grupo superior. A sociedade feudal era composta por castas, não havia ascensão social.
Instrumentos musicais medievais: Rabeca,saltério, charamela, realejo e alaúde
Inicia-se em 1189 ou 1198 (não há data precisa), através da “Canção da Ribeirinha” , conhecida também como “Cantiga da Garvaia”, escrita por Paio Soares de Taveirós. Essa literatura se estende até 1418, data em que se inicia o Quinhentismo.
Na lírica medieval, os trovadores eram os artistas de origem nobre, que compunham e cantavam, acompanhados de instrumentos musicais, as cantigas (poesias cantadas). Eram manuscritas e reunidas em livros, conhecidos como Cancioneiros. Temos conhecimento de apenas três Cancioneiros: “Cancioneiro da Biblioteca”, “Cancioneiro da Ajuda” e “Cancioneiro da Vaticana”.
O teocentrismo (Deus, o centro do Universo e do pensamento humano) , através da condição católica, imperava, adoravam ao padre e ao bispo. O teocentrismo é a condição do ideal do trovadorismo.
Réplicas dos instrumentos medievais criadas por aluna
 para apresentação de trabalho do Trovadorismo
As cruzadas também tinham ideal catolicista, as pessoas saiam  do condado de portucale em busca das especiarias do oriente, inflamando manifestações religiosas em buscas dessas especiarias e principalmente na luta contra os Mouros(grupo que tentava invadir os condados da região ibérica).
As pessoas que estavam ligadas as cruzadas percebiam as condições financeiras atreladas a ela. Encontravam iguarias baratas, vendiam mais caras e lucravam. Isso ocasionou um dos maiores problemas das cruzadas, pois atiçou a ganância daqueles que participavam delas.
O ideal de lírica vem de lira (instrumento musical), usada para acompanhar a musicalidade presente nos textos trovadorescos. Observe que no íntimo do poema existe uma musicalidade, podemos pegar um poema e transformá-lo em um funk, heavy metal,isso porque em um poema estão presentes a divisão métrica em estrofes, em versos, em cada  sílaba, que é atrelado a ideia musical de cada lírica. Nas canções trovadorescas encontremos esse tom de musicalidade.
As cantigas trovadorescas são divididas em:

  • Líricas
Cantiga Lírica de Amor- Condição do homem em amar sua mulher que para ele é única, não podemos nos esquecer de que essa característica também é encontrada na literatura romântica do século XIX. O “eu lírico” eterniza, eleva a mulher que para ele é bela, casta, ou seja, elevada.
Cantigas Líricas de Amigo- Na realidade não é para um amigo, mas a voz feminina que fala ao “amigo-namorado”, amante, embora o escritor seja homem. Há presença do medo em perdê-lo (seu amado) para a guerra ou para um novo amor. Lembre que nessa época os homens viajavam e ficavam longe de suas amadas.
  • Satíricas
Cantigas de Escárnio e Maldizer- Nessas canções não se utilizavam muito da lírica. Eram canções para se falar mal de alguém, de forma indireta, utilizando o duplo sentido, em algumas situações eram utilizados palavrões. As de escárnio falavam de forma implícita e as de maldizer de forma explícita. Não buscavam nelas o ideal, a sátira era grande, baseada no princípio latino “ridendo castigat mores”, ou seja, é a rir que se castiga os costumes.
Alguns instrumentos medievais: Rabeca ,saltério, charamela, realejo e alaúde.

Aproveito para postar e compartilhar com vocês as fotos de um trabalho que uma aluna  do 2º ano do ensino médio apresentou sobre o Trovadorismo e os instrumentos musicais da Idade Média. Orientei que fossem criativos na apresentação do trabalho. A aluna citada,  criou em réplica os instrumentos medievais. Ficaram lindos e a apresentação foi clara e objetiva, pois além da coerência oral, utilizou-se do visual, enriquecendo o trabalho e favoreceu a aprendizagem da turma.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

E a primavera chegou...

Tão calma,
Por si, instaura novo tempo, de cores, sonhos e flores!
Não há de se pensar no inverno, enfim... ele passou...
Com suas dores,
Com suas mágoas,
Com seu frio!
A primavera adentrou o salão,
Festivo momento, que nos convida a dançar,
Flores a  adornar,
com seu aroma a nos perfumar!
Há uma canção sussurando no ar...escutas?
Eu pergunto :
_ Quem és?!
E ouço, bem baixinho:
Es-pe-ran-ça!
 Denilson 26/09/2011

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Nos bons tempos da velha escola...


Ainda hoje assisti a uma reportagem de um aluno que agrediu uma professora porque ela foi   maldosa e não o deixou falar ao celular em aula.
Amo a profissão docente, Paulo Freire define como um sacerdócio, e eu, reles mortal, tenho que concordar com ele, porque só por acreditar em algo transcendental, faz com que permaneçamos na dura lida de ensinar.
Antigamente, quando se fazia uma "bagunça sadia" éramos punidos sem piedade pela escola, por nossos pais e nem direito tínhamos de reclamar, afinal, desproviam-nos de razão.
Bem sei que os tempos mudaram... Ah, como mudaram...
Outrora, no recreio, jogávamos queimada, praticávamos alguma brincadeira. Hoje, não querem cordas, petecas, bolas, querem falar de namoradinhos (as), antes só falassem, mas a pirralhada que mal saiu das fraldas já estão dando trabalho à diretora que tem de sair às pressas para que não se "peguem" atrás da escola (e isso já presenciei). Hormônios à flor da pele, dá-se um desconto, mas convenhamos que conseguíamos ter mais controle sobre nossas libidos.
Não tínhamos material didático, transporte escolar, computador, nadinha, nadinha...era apenas um simples caderno, giz, alguns lápis, mal tínhamos um estojinho para colocar nosso escasso material, mas estávamos lá, com brio e respeito na cara!
Já ouvi pais dizerem que não sabem o que fazer com os filhos, aí fico louco, porque quando aprontava, meus pais sabiam o que fazer comigo e como sabiam! Não quero nem lembrar das sovas, broncas, coças e castigos que restringiam coisas que gostava de fazer!
Desculpem-me os que concordam que o bater não resolve, mas definitivamente não aceito como plena essa verdade. Ainda acredito que de vez em quando uma varinha  pernas abaixo ou sovando o bumbum faz um bem enorme e ajuda a ovelhinha teimosa a endireitar o caminho, no entanto, ressalto:  uma varinha é o oposto de espancar!
Façamos um paralelo e pensemos, éramos ignorantes nos tempos passados, ou essas "crioncinhas" evoluiram demais?
Alguém de vocês se tornaram amargos ou suas personalidades foram distorcidas por conta de uma varadinhas ou até mesmos cintadas?
Fico preocupado, onde vamos parar?
Imaturos que fazem e acontecem sem nenhum mecanismo de coerção! Crianças respondonas aos pais e professores, embasadas pelo sistema que deixam-nas livres!
Talvez, como "sacerdotes educacionais" essa seja mais uma missão de elevado grau espiritual : bodes expiatórios, aceitar o sistema secular, abnegar o passado, isso tudo sem enlouquecer, sem se levar em conta os vexames dos nossos salários, mas isso fica para próxima...
Denilson 23/09/2011

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Antes De Dormir...


Antes de dormir gosto de apreciar com madureza aquelas tênues lembranças,
das noites, em que era rodeado por várias pessoas,
rostos discretos meio ao murmúrio.
Gosto de despertar em minhas lembranças, o intangível,
E, mesmo na consciência que são puras abstrações,
Resigno-me em meus sutis e consumidores devaneios!
Na minha noite absorta na mudez,
Há ecos silenciosos de lembranças,
afetuosas,
Há saudosismo  iminente que instaura!
Tropel infinito de tudo por mim recordado...
E o sono, vem assim, meio que de sereno,
mansinho e inho... e possui  cada inquietação,
minha alma, agora se torna plácida,
e repouso brando!

Denilson 31/08/2011

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Trabalho: Notícia (Criação & Evolução)

Este trabalho foi desenvolvido durante o estudo nas minhas aulas do gênero textual notícia.
A prof.ª de ciências, Ivonete, estava trabalhando as teorias da evolução (Darwin) e da Criação (crença religiosa), então nos agregamos com o intuito de um breve trabalho de natureza interdisciplinar.
Solicitei aos alunos, através de trabalho em grupo, que produzissem notícias sobre as teorias, como se vivessem na época.
O trabalho foi gratificante, pois a metodologia interdisciplinar possibilita o diálogo e a colaboração, desperta o desejo de inovar, pesquisar, tanto no aluno, quanto no professor.


O PROFETA DIÁRIO
PROCLAMADO O CRIACIONISMO
14/05/00 C.C.
“No 8º dia da criação, o Todo Poderoso comunica a  todos os interessados(escribas, fariseus, magos e demais fiéis) que  todo o universo inclusive a Terra foram criados por ele”
O Todo Poderoso disse que a  imprensa celestial publicará
um livro com detalhes da Criação
Em reunião ordinária, no templo central, com a presença de fiéis, desconfiados e ateus, o Todo Poderoso detalhou cada etapa de criação do Universo, da Terra e de todos os seres que nela habitam.
Deixou claro que trabalhou incansavelmente durante 6 dias; e como Ele não é “de ferro” descansou no 7º.
Hoje, mais disposto, convocou essa reunião para que, no futuro, não questionem a autoria do fato.
Disse ainda que, em breve, a imprensa celestial publicará um livro que trará detalhadamente cada fase da construção do mundo, porém para antecipar fez um breve resumo de seus atos: No1º dia: criou o céu a Terra e a luz.
No 2º dia: separou o céu das águas. 
No 3º dia: criou os rios, mares, lagos e oceanos e também o Sol; na Terra criou árvores, cada uma com um fruto diferente.
No 4º dia: criou o Sol a Lua e as estrelas, e colocou-os nos seus devidos lugares.
No 5º dia: criou os animais.
No 6º dia: criou o homem e a mulher.
No 7º dia: como já citado, descansou.
A oposição ouviu tudo calada, mas nos bastidores já se ouviam um “zum,zum,zum”, que dizia aquela célebre frase: “Há controvérsias”...Mas isso é uma outra história.

JORNAL ONTEM, HOJE SEMPRE
CIENTISTA DEFENDE A IDEIA MAIS ABSURDA DE TODOS OS TEMPOS
14/5/1863
“O biólogo inglês Charles Darwin, apresenta ao mundo o resultado de sua pesquisa, realizada em várias partes do mundo e tenta convencer a todos que as coisas não são como vemos e que nós seríamos, descendentes de um ser primitivo, do qual, também o macaco  surgiu...”
Darwin em suas pesquisas

        Depois de quase não embarcar no navio “BEAGLE”, por causa de uma mocinha chamada Fanny Owen (paixonite de infância), o jovem cientista Charles Darwin, apresentou ao mundo científico e leigo o resultado de seu trabalho de 20 anos de pesquisa. Ele viajou por várias partes do mundo para estudar e entender a origem da vida de outro ponto de vista, o da Ciência. Ele mesmo elaborou e publicou seu livro onde fala tudo sobre a Teoria da Evolução das Espécies.
Hoje em coletiva à imprensa declarou diante da plateia que nós somos descendentes de primatas, parentes dos macacos. Uma senhora desmaiou ao ouvir tamanho absurdo. Outras pessoas simplesmente deixaram o local indignadas e por detrás das cortinas diziam: “ Isso é um insulto ao Todo Poderoso, ele certamente será excomungado”. Mas o cientista continuou sua entrevista e resumiu a conversa dizendo:
“O mundo surgiu de uma grande explosão e depois de muitas mudanças, surgiram os 1º seres vivos, procariontes e unicelulares. Estes seres foram evoluindo até darem origem a todos os seres de hoje. A natureza é sábia e só sobrevivem os melhores adaptados, aqueles que herdam dos pais as características para sobreviverem e se reproduzirem. E isso eu chamo de Seleção Natural”.  
Francesco Redi e Louis Pasteur, que refutaram a Teoria da Abiogênese, ouviram tudo quietos e saíram calados.
Alguns vizinhos de Darwim, dizem que sua esposa chora e reza todos os dias para que o marido se arrependa e desminta toda essa loucura. Afinal ela quer encontrar seu querido no céu e não em outro lugar quando morrerem. O mundo está chocado. Não podemos dizer mais nada, caro leitor, a última palavra é sua. Alguns porta-vozes do Todo Poderoso dizem que Ele prefere calar-se e jamais tirar o direito de cada um  de  acreditar no que quiser.
Editores:Yuri, Isabela, Taiane, Ana Carla e Raiane