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domingo, 7 de dezembro de 2014

No meu labirinto...

Dentro de mim existem noites intermitentes de sonhos...
Dias que correm como se almejassem interromper meus ideais.
No meu labirinto existem paredes de suor, de lágrimas,
Paredes marcadas por aqueles que ali se perderam...
No meu labirinto há fogo, e águas que correm.
Em um cômodo há opera incessante,
Em outro, silêncio total.
No meu complexo labirinto, há enormes cicatrizes,
Tatuagens que simbolizam que a alma se curou.
Dentro de mim há um labirinto,
Nele me perdi e me encontrei.
No seu limiar se encontra minha alma.
E ela luta, cansa, é recriada a cada dia,
Indescritível, não lida,
Tudo e nada!


Denilson D. Monteiro- 07/12/14

sábado, 10 de agosto de 2013

Ele & Ela

Ele a amava,
Amor antigo...
Queria estar sempre junto!
Ele era inteligente, envolvente,
Descolado, tinha assunto para a noite toda.
Ela era apática; bonita, mas sem brilho,
Dela, queriam somente o corpo,
só ela não percebia,
exceto ele, que queria sua alma!
Ele era constante, ela inconstante.
Ela queria curtição,
mas havia algo que a ligava a ele,
sexo talvez, segurança, certa afinidade...
Ele teve que suportar vê-la em vários braços,
Dor, mágoa, ferida, enfim, cicatriz!
Ela reapareceu,
Ambos cediam ao tempo e sempre ficavam.
Ela sempre pensava que quando quisesse o teria.
Ele pensou que ela poderia amadurecer,
Fazia novos planos,
Nova chance a deu,
Triste engano, ela continuava a mesma,
agia da mesma forma, apenas mudara de endereço.
Ele desencantou de vez!
Finalmente, deu chance a um novo amor!
Ela caiu na real,
Triste fim, ao perceber
que ele era seu mundo,
enquanto ela,
já não era mais o mundo seu!
(Denilson D. Monteiro 9/08/13)

terça-feira, 21 de maio de 2013

Bebes, desta fonte sem fim!

Sedenta, bebes desta água de amor!
Lembras lentamente do nosso cansaço,
de cada passo em busca dessa deserta nascente...
Recordas da partida, a qual nos foi dolorida
E achávamos que jamais nos encontraríamos,
era o meu passo ao teu desencontro,
tua partida contrária a minha chegada,
Dois corações unidos no rol memorável dos séculos,
desaguamos, finalmente, no princípio.
Regressamos do remoto passado,
Sem a impaciência febril do mancebo,
Mas com o ardor do amor que inflama,
Lentamente, saciemos a delícia interrompida,
Revivamos o sublime inacabado
desse eterno romance sem fim!
Denilson David Monteiro 21/05/2013

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Quem fui/ Quem sou...


Quem fui? Não sei bem, sei apenas quem hoje sou!
O que fui de mal, de arrogante, de presunçoso,
O que fui de vaidoso, de estúpido, de grosso,
O que em mim consistia de medroso, de recatado, de mascarado,
O tempo veio impetuoso, superior, sem dó,
Catedrático algoz, bondoso obstinado,
Enruga a pele, santifica a alma!
Quem sou hoje, bem sei,
Bem sei que meu  infrutuoso eu,
Passou pela ardente chama que apura,
Mas aquele não era eu, era um ingênuo ser,
Sem instrução!
Denilson 08/05/13

domingo, 30 de dezembro de 2012


Partiu, nem se despediu...

Deixou-me sem sequer um adeus

Tornou seus passos rápidos, não permitiu que olhasse seus olhos,

Tampouco que eu lhe conhecesse,

Aqui, só, somente eu, talvez esse seja meu destino,

Envolto na solidão, na saudade, na abstração de seu eu,

Da sua essência  que em mim não se revelou.

Fico aqui, menestrel, cantando às eiras,

Sobre as gôndolas, somente eu, a lua

e o marulhar dos oceanos,

só, eu e a solidão dos mares noturnos,

a fim de enganar meu desencanto,

dissimular meu sofrimento,

deslizar o pincel sobre minha face de palhaço,

mascarar minha agonia,

minha maquiagem ,meu escudo,

a repelir, a ausência do que nunca mais voltará!
Denilson

domingo, 28 de outubro de 2012

Procura-se!


Procura-se alguém,  não precisa ser bela escultura, precisa apenas ter postura, alguém que ainda curta o drama de ser romântico, ainda escreva bilhetes e declame poemas.

Procura-se alguém que ainda queira sentar no fim da  tarde em uma cachoeira deserta, fazer  de descanso meu colo, ouvir os pássaros e observar o percurso das águas.

Procura-se alguém que leia meu olhar, ouça meu coração e entenda-me quando eu olhar para outra direção.

Procura-se alguém que acorde de madrugada, sentindo meu cheiro,  a decodificar meu corpo, que desvende meu prazer, atingindo o apogeu.

Procura-se alguém, para curtir um dia frio, de chuva, para ficar abraçadinho enrolado no cobertor, assistir a um bom filme de amor, dormir de conchinha e acordar envolto de carinho.

Procura-se alguém que já passou pela metamorfose da adolescência, que acredite ser possível  aos adultos desfrutar o amor, amor esse que espero e ávido busco!

Denilson 28/10/12

 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Da ilusão que se perdeu!



Esse  querer dentro de mim está entorpecido. Torpor resultante da dor, do desrespeito, mentira, traição. Das utopias de minha adolescência, dos filmes românticos, dos contos que prenunciavam “felizes para sempre”!
As duras penas deslocaram meus encantos, modificaram-me, apresentaram de outra maneira minhas supostas verdades juvenis, habituei-me ao cansaço de sonhar, perdi o encanto do amor verdadeiro, da fidelidade.
Minhas expectativas consistem em ser feliz sim, todavia, em ser eu: diáfano, neutro, imparcial.
Não quero ser o tolo que ama desmesuradamente, que fala às rosas, que espera o fortuito me “dar uma força”, que se deixa apaixonar; nada de ilusão por um gesto, um olhar, um abraço e um breve beijo!
Deixe-me ser eu! Um eu que traspôs um determinado período, ser este que amou e não foi amado; que sacramentou o profano, que doou-se à mendiga e se empobreceu. Este ser efêmero, este ser é apenas EU!
Denilson 15 /10 /2012

terça-feira, 15 de maio de 2012

Adeus...


Hão de se perder na estrada esses passos mal pisados,

Hão de se deixar de olhar, ouvir, rir, conversar,

Um adeus repentino, não esperado que agita meu coração...

A breve importância, o importante fugaz,

Antes presente, agora ausente,

Que na estrada deserta, floreie margaridas, jasmins, divinas plantas,

E que as estrelas sempre nos digam algo, talvez nos revelem um enigma,

E nos aponte ao brilho sem fim!

Denilson 31/03/2012

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Versos Inacabados

E é para ti, que componho esses versos inacabados, mas com muito lirismo...
Para ti, que sussurro o meu desconcerto, na tentativa de arranjar-me!
E teu eu transpassa minha solidão, e eu canto serenatas azuis, em noites que não  as cabem bem!
Subo as montanhas  nas tardes de nebrina, mas o gelo se dissolve,
tudo muda de forma, quando ao seu lado disforme estou.
E não penso ser quimera, nem vã, essa nossa gradual relação.
Deixo-te pétalas de flores que ainda não roubei,
para que adorne sua estrada,
De que vale a rosa se incompleta for?
Denilson 08 /11/ 11

domingo, 1 de janeiro de 2012

De um lado ao outro

E essa chuvinha gostosa que agora canta em meu telhado,
Madrugada, posso escutá-la, e não existe temor, 
Faço uma retrospectiva dos tempos  confusos pela dor, pela paixão,
Banho-me na esperança do agora,
Agradeço as preces despretensiosas, por Deus atendidas.
Passos firmes, coração ligeiro.
E para meus erros conscientes, a consciência de outro norte.
Humano que sou, embora frágil, o turbilhão de sensações me sacraliza.
Vive-se, em algum lugar, vive-se alguém...
A agitação e a calmaria sobem no altar da vida,
E no mesmo altar, findam-se,
O corriqueiro, esvai-se,
Finda-se assim esta poesia!
Denilson 26/11/ 2011

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Objeção

Quem disse que tenho que escrever  com cadência?
Quero escrever DESencadear, como  torrencial chuva DESenfreadamente,
Ela sim me entende,  para ela o que escrevo é um repente,
Gota que, DEScompassada,  rola com DESpropósito, DESmedida, DESmesurada...
Não sou obrigado a obedecer, se posso fugir às regras e  DESobedecer,
E se me julgas anárquico porque não tenho propósito,
Acrescente-me o “de” : DESpropósito,
Não quero nada agora, entenda-me bem,
DESmitifique o mito envolto no falso mérito,
Conceda-me à petição: DESmérito.
Estranho poder do “DES”, poder do DESmerecimento...
E por isso, vivo DEScontente!
Denilson 26/ 12/ 2011

domingo, 6 de novembro de 2011

Ao Desconhecido...


É para ti, esta loucura que ora borbulha do meu coração...
Inebriante olhar, enigmático.
E quero desvendá-lo, mas o instante não me é o oportuno.
Fugir da superficialidade, apressar-me ao entranhável.
O tempo, esse voraz e rival; o fortuito, que não me sucede,
Desviam-me de ti!
Alheio de mim, questiono-me o interesse de em seu universo mergulhar.
Quero-te, sem explicação, não há que se questionar!
Unir duas vidas para compor única, história que apraz.
Não me é permitido, nem o tempo, nem os laços.
Em mim, o embaraço que não me permite ousar,
o tempo, tão breve a me afastar de ti...
E já sinto saudades daquilo que não conheci.
 Denilson 06/11/2011

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Quando Saio De Mim...

Penso na noite cálida, enluarada,
Quatro passos, sendo dois,
Quatro mãos, sendo uma,
Dois corpos, sendo um! Sendo nós!
Aqui, onde tudo é possível...
E andamos sobre folhas secas que o outono, para nos enfeitar, derramou...
Desato-me do secular, não quero estar aqui,
Gosto das paixões suaves,
Do tempo em que somente a luz dos castiçais existia...
Deliro nos beijos adultos e inocentes,
No instinto dos corpos que concretizam a volúpia.
E de braços dados ao meu amor, ando pelas noites de um vilarejo,
A lua reflete nossa sombra na fonte...
Os transeuntes enamorados passam entre nós,
Malogrados observam desejosos por assim viver...
E dentro de nós eleva um som suave,
Uma musicalidade que alinha nossas sensações...
Há uma singular sensação, como se o eterno, o efêmero,
Como se o tudo e o nada, como se a saudade, como se tudo
Resumisse com nossa relação,
Personificação do verdadeiro amor,
Recíproco, condigno!

 Denilson 04/11/2011

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Nem santa, nem profana

Era uma jovem simples, sem ternura ou penúria,
Linda, rústica, menina bela e voraz
Desde criança apurada no trabalho,
Alegre, brava, risonha
Trabalhava aqui, amava acolá,
Era provada aquém, vencia além
Casou-se, mas seu primeiro casamento,
Nem sequer os uniu
Os filhos sofrendo tanto, ficaram, assim,
Sem eira, nem beira!
Ela, não sabia de onde brotavam as lágrimas,
Mãos calejadas, corpo moído
Desempregada, mas mantinha a vida...
Não só a sua, mas as da cria!
Não era santa, nem profana
Era mulher, guerreira, pobre, da lida!
Em sua vida novo homem apareceu
A sonhar logo se viu
Fazendo planos,
Juntando panos,
A outro se deu!
Não era o que queria,
Mas nesse ínterim seu amor,
A outros braços entregou-se
A vida passou... traída, abandonada, amargurada!
Chorou a ferida do desencontro,
Não quis saber de dançar, de novo embalo,
Desfez dos bailes, dos adornos,
Desfez do outro, a si se entregou!
O tempo passou...com ele o peso da idade,
O desconforto da dor e da falta de vitalidade!
Velha, mas no seu interior, os filhos permaneceram,
Estão lá criados, formados, ao seu lado!
Presente em seu intimo se encontra o sonho desfeito,
Mas uma outra recompensa:
Amor a vida e a gratidão por tudo superar!
Rogo a Deus que na hora derradeira, ao seu encontro os anjos venham
Junto ao Pai, a eterna e bela recompensa,
Com laurel presenteá-la!
Denílson 05/11/2011

terça-feira, 27 de setembro de 2011

E a primavera chegou...

Tão calma,
Por si, instaura novo tempo, de cores, sonhos e flores!
Não há de se pensar no inverno, enfim... ele passou...
Com suas dores,
Com suas mágoas,
Com seu frio!
A primavera adentrou o salão,
Festivo momento, que nos convida a dançar,
Flores a  adornar,
com seu aroma a nos perfumar!
Há uma canção sussurando no ar...escutas?
Eu pergunto :
_ Quem és?!
E ouço, bem baixinho:
Es-pe-ran-ça!
 Denilson 26/09/2011

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Antes De Dormir...


Antes de dormir gosto de apreciar com madureza aquelas tênues lembranças,
das noites, em que era rodeado por várias pessoas,
rostos discretos meio ao murmúrio.
Gosto de despertar em minhas lembranças, o intangível,
E, mesmo na consciência que são puras abstrações,
Resigno-me em meus sutis e consumidores devaneios!
Na minha noite absorta na mudez,
Há ecos silenciosos de lembranças,
afetuosas,
Há saudosismo  iminente que instaura!
Tropel infinito de tudo por mim recordado...
E o sono, vem assim, meio que de sereno,
mansinho e inho... e possui  cada inquietação,
minha alma, agora se torna plácida,
e repouso brando!

Denilson 31/08/2011

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Se O Amor Chegar...

Um dia talvez você sairá dos meus sonhos e chegará,
Trajando simplicidade, com muito amor, muita ternura.
E se é para ser meu amor, então que seja puro!
Sua voz me fará tremer, perder os sentidos,
seu perfume me inebriará.
Sonho real, poderei assim chamar e apregoar boas novas:
que o amor verdadeiro existe!
Nossas mãos se enlaçarão, comunicaremos com nossos olhares, famintos de amor e os lábios se aproximarão como imãs.
E a noite parará em festivo silêncio,
Estrelas dançarão comemorando nosso tão desejado encontro.
Choro, sorriso, desejos antigos sendo realizados.
E será a vida a escrever nova história,
Será você, com amores guardados a me oferecer,
Eu, com desejos antigos a receber,
amor, preparado há anos, com esmero,
a entregar-lhe,
Sem medo, sôfrego, deliberadamente!
A chama em nós não se consumirá,
Enquanto não se expirar a vida,
E eternizaremos o efêmero,
porque o sonho de um amor verdadeiro possuir,
através de nós, enfim, se realizou!
Denilson 22/08/2011

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Entretecimento

Não é que eu não queira algo assim tão genial,
mas, às vezes, prefiro entretecer fios de meu silêncio,
tão eu para comigo!
juntar gume por gume de minhas tenras lembranças...
fechar em minha introspecção alguma aliança.
Aprender na quietude dos enigmas,
mistério vital que me devora!
Reunir este, essa, aquela linha,
Formar o “isto aconteceu comigo”,
Planear, em dedução,
Novo devir!
Denilson   21/08/2011

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Precisamos De Tempo!

Precisamos  de mais tempo, tempo para curtir os amigos, ficar em casa assistindo a bons filmes, sair por aí vagando sem se preocupar com as rotas e as notas.
Precisamos de tempo para fazer aquela receita predileta, tomar leite moça na lata, rir até doer a barriga, brincar com o cachorro, o gato e também fazer guerrinha de sapato (mas sem se machucar)!
Temos que parar o tempo nas horas felizes e voar por aí, sem asas, sem casas, sem rumos certos, imprecisos, mas felizes!
E o tempo nos esquenta, aperta, depois solta!
O tempo, parece menino brincalhão que quer nos pregar peças, e consegue, arrasa-nos, e depois nos diverte!
Ah! O tempo é manga não madura que deixa nódoa em nossa pele, é fruta temporã que nos sacia, é o passar do ponto que apodrece!
É um limitar, colocando-no nos à parte de alguma vivência, impõe-nos sobrevivência!
O tempo é o desabotoar da juventude e o afrouxar da velhice, nele amamos, odiamos, reconquistamos, ganhamos ou perdemos.
O tempo é o futuro que nos convida, nos amedronta, impenetrável, aquém instransponível.
Do tempo somos vítimas, réus dele, veredicto determinado por ele!
Denílson 11/08/2011