Amigos leitores, como é bom ter família
não é mesmo? Quando participamos daquelas cenas esperadas de feriado, dias
festivos em que nos reunimos à mesa, informais, pai, mãe, irmãos, sobrinhos,
cachorro, vovó e titia...
Segundo uma pesquisa em que li, 30% dos
brasileiros não costumam conversar
durante as refeições com seus familiares.
O tema família está impregnado em nossa
vida, nas novelas, na literatura, na publicidade, na música, na arte.
Interessante se pensar nas mudanças sociais e suas influencias sobre as
famílias. Tudo isso ocorre a partir da metade do século XX tendo como eixo a economia, cultura, legislação,
direito e muito mais.
Os principais processos econômicos que
desencadearam grandes transformações na família:
- A democratização (anos 80)
- Estabilidade da economia (anos90)
- Ascensão das classes populares (2000)
As famílias de hoje refletem em queda de
tamanho; mulheres sem cônjuge com filhos em que a referência familiar é a
mulher e não o homem !
Segundo o IBGE, na França as famílias
vêm recebendo novos nomes: monoparentais, pluriparentais, recompostas e
homoparentais.
O conceito de família passa por três
períodos evolutivos:
- Família
tradicional: submetida por uma autoridade patriarcal, marcada por
casamentos arranjados.
- Família
moderna: fundada no amor romântico (divisão do trabalho e autoridade entre
os cônjuges).
- Família
pós-moderna ou contemporânea: dois indivíduos buscam a realização sexual,
resultando a problemática dos divórcios e
recomposições.
Observe no quadro abaixo “Cena de família de Adolfo A. Pinto, de Almeida Júnior, 1891” o retrato de uma família
tradicional:
Na cena, a figura do pai se destaca,
lê em uma atitude suprema, ninguém o interrompe, trajado formalmente, não se
ocupa das crianças; concentra-se absolutamente na leitura.
Já na figura da mãe, observa-se que ela
aparece ao fundo da cena, mas em posição central, introduzindo e orientando a
filha nos afazeres domésticos; note que sua posição é atrás da figura do homem.
Próximos da mãe estão os membros da
família, só o pai e o menino leem, as outras crianças não se dedicam a uma
tarefa considerada mais nobre, ou seja, estão numa posição hierárquica
inferior. A distinção entre universo masculino e feminino é clara.
As configurações nos tempos modernos do
modelo familiar são outras, bem diferentes das retratadas nessa obra que vimos.
Em suma, cabe a você, leitor, a
constante reflexão diante de um assunto tão polêmico: até que ponto essas transformações são
positivas?



