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domingo, 21 de outubro de 2012

"A família não é mais a mesma"



Amigos leitores, como é bom ter família não é mesmo? Quando participamos daquelas cenas esperadas de feriado, dias festivos em que nos reunimos à mesa, informais, pai, mãe, irmãos, sobrinhos, cachorro, vovó e titia...
Segundo uma pesquisa em que li, 30% dos brasileiros não costumam  conversar durante as refeições com seus familiares.
O tema família está impregnado em nossa vida, nas novelas, na literatura, na publicidade, na música, na arte. Interessante se pensar nas mudanças sociais e suas influencias sobre as famílias. Tudo isso ocorre a partir da metade do século XX tendo  como eixo a economia, cultura, legislação, direito e muito mais.
Os principais processos econômicos que desencadearam grandes transformações na família:
- A democratização (anos 80)
- Estabilidade da economia (anos90)
- Ascensão das classes populares (2000)
As famílias de hoje refletem em queda de tamanho; mulheres sem cônjuge com filhos em que a referência familiar é a mulher e  não o homem !
Segundo o IBGE, na França as famílias vêm recebendo novos nomes: monoparentais, pluriparentais, recompostas e homoparentais.
O conceito de família passa por três períodos evolutivos:
- Família tradicional: submetida por uma autoridade patriarcal, marcada por casamentos arranjados.
- Família moderna: fundada no amor romântico (divisão do trabalho e autoridade entre os cônjuges).
- Família pós-moderna ou contemporânea: dois indivíduos buscam a realização sexual, resultando a problemática dos divórcios e  recomposições.
Observe no quadro abaixo “Cena de família de Adolfo A. Pinto, de Almeida Júnior, 1891” o retrato de uma família tradicional:
 Na cena, a figura do pai se destaca, lê em uma atitude suprema, ninguém o interrompe, trajado formalmente, não se ocupa das crianças; concentra-se absolutamente na leitura.
 Já na figura da mãe, observa-se que ela aparece ao fundo da cena, mas em posição central, introduzindo e orientando a filha nos afazeres domésticos; note que sua posição é atrás da figura do homem.
Próximos da mãe estão os membros da família, só o pai e o menino leem, as outras crianças não se dedicam a uma tarefa considerada mais nobre, ou seja, estão numa posição hierárquica inferior. A distinção entre universo masculino e feminino é clara.
As configurações nos tempos modernos do modelo familiar são outras, bem diferentes das retratadas nessa obra que vimos.
Em suma, cabe a você, leitor, a constante reflexão diante de um assunto tão polêmico:  até que ponto essas transformações são positivas?

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Uma Reunião de Natal- Alteridade: exercício da ternura


Alteridade (alter =outro): o mesmo que se interessar ou preocupar-se com o outro. Numa sociedade regida pelo dinheiro, pela competição e  pelo individualismo, como a nossa, pode alguém  dedicar momentos de sua vida ao outro? Será que ainda há nesse mundo espaço para a solidariedade e a ternura?
Na pintura observamos duas pessoas, uma deitada e outra sentada à beira da cama, a que está deitada provavelmente está doente e a que está em pé provavelmente foi fazer uma visita a ela. Eles têm algum vínculo afetivo, são parentes ou amigos. Pela imagem percebemos que os dois possuem a mesma idade, se são amigos, são há muito tempo!
As cores predominantes são o bege, o marrom e o preto, que sugerem frieza.
Observe que há uma cesta com uma garrafa térmica e um guardanapo, sobre a mesa um prato, provavelmente o visitante trouxe a cesta com alimentos para oferecer ao doente, ao lado da cadeira, estão um casaco e uma bengala, há probabilidade que sejam do homem deitado e que este tenha problemas de locomoção .
Na parede ao fundo há um quadro com o perfil de uma mulher, que pode ser a esposa ou filha do doente, que possivelmente não habita na casa, pois se assim fosse, não precisaria alguém trazer comida. É possível que a mulher tenha falecido e que os filhos tenham se casado.
O homem, sentado, segura ao alto, com a mão esquerda, um objeto, observe a expressão do olhar de cada uma das personagens, o objeto representa o Natal, portanto, considerando esse objeto e o título do quadro, a cena acontece no final do ano.
A expressão do olhar das personagens não é semelhante, pois o olhar do homem com a árvore de Natal nas mãos é mais vivo, brilhante, cheio de esperança; o olhar do paciente, embora com menor vivacidade, também expressa uma ponta de esperança .
Esse encontro pode representar para o paciente a vida, o renascimento do doente. O visitante segura a árvore de Natal no alto, sugerindo algo positivo, que renasce com o Natal, com a mão direita, o homem sentado, segura a mão do outro homem, demonstrando amizade, carinho e solidariedade.
As ideias principais do quadro são: interesse pelo outro, solidão, solidariedade, velhice, amizade e companheirismo.

*A atividade acima foi adaptada por mim, extraída do livro didático de Português, do pintor americano  Norman Rockwell.
Uma Reunião de Natal  Norman Rockwell(1920)

Cereja, Willian Roberto; MAGALHAES, Thereza Cochar. Português: linguagens, 7º ano: Língua Portuguesa. 5 ed. São Paulo, Atual, p.137-138,2009.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

A Esperança ("Hope"1886), de George Frederic Watts


Uma Mulher, sozinha no mundo, com os olhos vendados, tem na mão uma harpa, em que está uma só corda. Acima, no céu escuro, uma pequena estrela está brilhando. A mulher procura tocar nessa última corda da harpa, evocando alguns sons que demonstrem esperança e consolo.

   
        O célebre quadro é de George Frederic Watts (1817-1904), intitulado “ESPERANCA”- uma mulher de olhos vendados montada em um globo terrestre, tocando uma lira, em que todas as cordas arrebentaram, menos uma,  remanescente - uma imagem, uma vez vista, nunca esquecida.  
Embora a sua composição é simples e icônico, a sua atmosfera é pesada, com significado emotivo. Foi supostamente pintada em um momento de angústia, quando a filha adotada de GF Watts filha Blanche morreu. 
Esse clima não está totalmente ausente na pintura e GK Chesterton escreveu que o primeiro pensamento de alguém vê-lo é que ele deve ser chamado desespero. 
 Mas o título que lhe foi dado pelo artista sugere algo bem diferente, ele sugere otimismo. 
 É, na verdade, esperança no desespero. Uma evocação da condição humana, a capacidade das pessoas, no seu ponto mais baixo para sensação e um fio, uma única sequência de esperança que motiva, quando tudo ao redor está a falhar.

“Minha vontade é que essa obra de arte possa proporcionar a você, uma profunda reflexão, pois você ainda tem “a última corda”, mesmo que tênue, toque-a, crie uma nova melodia, aproveite os olhos vendados, faça uma canção sem precisar visualizar o externo, mergulhe em seu interior,
permita-se crescer, mudar, mesmo em meio à dor, sua esperança não será  vã, quando terminar de compor a canção”!
Denilson