segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Se O Amor Chegar...

Um dia talvez você sairá dos meus sonhos e chegará,
Trajando simplicidade, com muito amor, muita ternura.
E se é para ser meu amor, então que seja puro!
Sua voz me fará tremer, perder os sentidos,
seu perfume me inebriará.
Sonho real, poderei assim chamar e apregoar boas novas:
que o amor verdadeiro existe!
Nossas mãos se enlaçarão, comunicaremos com nossos olhares, famintos de amor e os lábios se aproximarão como imãs.
E a noite parará em festivo silêncio,
Estrelas dançarão comemorando nosso tão desejado encontro.
Choro, sorriso, desejos antigos sendo realizados.
E será a vida a escrever nova história,
Será você, com amores guardados a me oferecer,
Eu, com desejos antigos a receber,
amor, preparado há anos, com esmero,
a entregar-lhe,
Sem medo, sôfrego, deliberadamente!
A chama em nós não se consumirá,
Enquanto não se expirar a vida,
E eternizaremos o efêmero,
porque o sonho de um amor verdadeiro possuir,
através de nós, enfim, se realizou!
Denilson 22/08/2011

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Radiografia Do Macho


Os homens procuram todo tempo negar seus sentimentos de medo, de angústia, de fragilidade. Mas por trás dessa fortaleza se escondem grandes aflições.

Vergonha Dos Sentimentos

A síndrome de “meninos não choram” torna muito doloroso sentir vergonha de si mesmo. Por isso muitos homens desenvolvem a tendência de jogar a culpa de seus erros nos outros.

Medo De Falhar Na Cama

Como a impotência sexual está relacionada à ansiedade, quanto mais pressão a pessoa faz sobre si mesma para se curar, pior ela fica.

Racionalização Excessiva

Virar as costas às emoções prejudica os relacionamentos afetivos, a vida profissional e pode até trazer risco à integridade física. Homens incapazes de sentir medo podem fazer negócios desastrosos ou colocar a vida em perigo ao se envolverem em brigas e acidentes.

Auto-Suficiência

A negação da necessidade de pedir ajuda faz com que muitos homens vivam, sem perceber, em permanente estado de depressão.

Insegurança

O medo de ser frágil e falível faz com que muitos homens evite ir ao médico até para um simples check-up.

Egocentrismo

Eles precisam ser admirados por sua força, seu poder e suas conquistas. É resultado da enorme insegurança masculina diante da obrigação de ter sempre bom desempenho.

Agressividade

Também é consequência da insegurança. Quando meninos não são autorizados a chorar, apenas a sentir raiva, depois de adultos só conseguem expressar esse tipo de sentimentos.

Sexo E Amor

Desde cedo os meninos dissociam amor de sexo. Isso ocorre, muitas vezes, por influência dos pais que os estimulam a sair com  garotas de programa e, assim, provar masculinidade. Na vida adulta, são frequentes os conflitos sexuais com as parceiras.

Extraído da revista Veja de 22 de agosto, 2001.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011


"Quando a gente está triste demais, gosta do pôr do sol..."
Antoine de Saint-Exupéry

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Entretecimento

Não é que eu não queira algo assim tão genial,
mas, às vezes, prefiro entretecer fios de meu silêncio,
tão eu para comigo!
juntar gume por gume de minhas tenras lembranças...
fechar em minha introspecção alguma aliança.
Aprender na quietude dos enigmas,
mistério vital que me devora!
Reunir este, essa, aquela linha,
Formar o “isto aconteceu comigo”,
Planear, em dedução,
Novo devir!
Denilson   21/08/2011

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Precisamos De Tempo!

Precisamos  de mais tempo, tempo para curtir os amigos, ficar em casa assistindo a bons filmes, sair por aí vagando sem se preocupar com as rotas e as notas.
Precisamos de tempo para fazer aquela receita predileta, tomar leite moça na lata, rir até doer a barriga, brincar com o cachorro, o gato e também fazer guerrinha de sapato (mas sem se machucar)!
Temos que parar o tempo nas horas felizes e voar por aí, sem asas, sem casas, sem rumos certos, imprecisos, mas felizes!
E o tempo nos esquenta, aperta, depois solta!
O tempo, parece menino brincalhão que quer nos pregar peças, e consegue, arrasa-nos, e depois nos diverte!
Ah! O tempo é manga não madura que deixa nódoa em nossa pele, é fruta temporã que nos sacia, é o passar do ponto que apodrece!
É um limitar, colocando-no nos à parte de alguma vivência, impõe-nos sobrevivência!
O tempo é o desabotoar da juventude e o afrouxar da velhice, nele amamos, odiamos, reconquistamos, ganhamos ou perdemos.
O tempo é o futuro que nos convida, nos amedronta, impenetrável, aquém instransponível.
Do tempo somos vítimas, réus dele, veredicto determinado por ele!
Denílson 11/08/2011

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Fernando Pessoa

Fernando Antonio Nogueira Pessoa
* Lisboa, Portugal – 13 de Junho de 1888 d.C
+ Lisboa, Portugal – 30 de Novembro de 1935 d.C
"Se depois de eu morrer,
quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas
- a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus."

Fernando Pessoa/Alberto Caeiro; Poemas Inconjuntos; Escrito entre 1913-15; Publicado em Atena nº 5, Fevereiro de 1925






Fernando Antônio Nogueira Pessoa nasceu em Lisboa, tendo perdido o pai, aos cinco anos de idade. Sua educação é iniciada em escolas inglesas, o que lhes propicia domínio sobre a língua anglo- saxônica. Estuda na Universidade de Cabo. Torna-se colaborador da revista A Águia. Dedica-se ao espiritismo, declarando-se “médium”. Dedicou-se, ainda, ao ocultismo. Reconhece-se anormal. As tendências para a loucura foram, muitas vezes, dominadas pela sua inteligência.
No final da vida teve fortes crises de depressão mental, que o levaram ao vício da embriaguez.
Sua produção literária é difícil de ser interpretada em virtude da sua própria personalidade psicopática . É, entretanto, um sincero. Nada o atemoriza. As fases simultâneas de sua vida podem ser estudadas através dos seu heterônimos. Assim temos em Fernando Pessoa várias personalidades a quem atribui nomes, aspectos físicos, idade e até altura. Álvaro de Campos, Alberto Caeiro, Ricardo Reis, são por exemplo, alguns de seus heterônimos.
De seus poemas podemos destacar Guardador de Rebanhos, cujo heterônimo é Alberto Caeiro; Chuva Oblíqua; Ode Marítima .
A poesia de Fernando Pessoa traduz a aparente negação de si mesmo e que é descoberta dentro de sua alma. Diz ele: “Não tenho fé em nada, esperança de nada, caridade para nada. Abomino com náusea e pasmo os sinceros de todas as sinceridades e os misticismos de todos os místicos”.
Sua arte consiste no conteúdo de sua mensagem, em ser generoso e conseguir toda a amargura que a vida proporciona.

QUADROS, Jânio. Curso Prático Da Língua Portuguesa E Sua literatura. 1ª edição. São Paulo, Formar, 1966.

Fiquei dodói


Amigos leitores, ontem fui acometido de uma virose, fiquei muito desanimado, mole, não conseguia fazer nada além de dormir. Mas quero compartilhar com vocês a única coisa boa disso tudo.
Quando fico doente meus pais me tratam como se fosse ainda um “bebezão”. Fico cheio de dengos, ai mãe, vem ficar perto de mim, eles ficam medindo a febre, preocupados, ao meu lado. Até durmo no quarto deles.
Isso é tão gostoso, pois volto à minha infância, parece que sou ainda menino e que não cresci.
Precisamos de alguma forma voltar à infância, onde a fantasia, a dependência dos pais nos faz sentir amparados, pois o mundo secular nos faz perder muitas coisas, muitas lembranças juvenis.
Denilson 18/08/2011