quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Pássaros Feridos!

  "Existe uma lenda acerca de um pássaro que só canta uma vez na vida, com mais suavidade que qualquer outra criatura sobre a terra.
  A partir do momento em que deixa o ninho, começa a procurar um espinheiro-alvar, e só descansa quando o encontra.
  Depois, cantando entre os galhos selvagens, empala-se no acúleo mais agudo e mais comprido.
   E, morrendo, sublima a própria agonia e despede um canto mais belo que o da cotovia e o do rouxinol.
  Um canto superlativo, cujo preço é a existência. Mas o mundo inteiro para para ouvi-lo, e Deus sorri no céu.
  Pois o melhor só se adquire à custa de um grande sofrimento... Pelo menos é o que diz a lenda.
  O pássaro com o espinho cravado no peito segue uma lei imutável; impelido por ela, não sabe o que é empalar-se, e morre cantando.
  No instante em que o espinho penetra não há consciência nele do morrer futuro; limita-se a cantar e canta até que não lhe sobra vida para emitir uma única nota.
  Mas nós, quando enfiamos os espinhos no peito, nós sabemos. Compreendemos. E assim mesmo o fazemos...



         Esse trecho é extraído da obra  “Pássaros Feridos” de Collen McCullough, pessoal, assistam ao vídeo do filme abaixo, prestem atenção nas palavras, vale a pena:


                             Abraços!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Além de Mim!


Queria expandir minh'alma, além de mim, algo abrangente, que me transpusesse além das inutilidades vividas,
Vivenciar experiências que por si mesmas falassem:
Claridade, escuridão, névoa, imensidão...
Desejo abrir as asas do meu ser, e num voo errante, relacionar-me com o universo...
Sensações únicas, percebidas, sobrepostas em mim, extirpando aquilo que não quero sentir...
Nesse desejo desesperado, não me sinto ilimitado, na minha fantasia, tudo brilha, tudo é alcançado!
Brilhante estrela seduzida, não pelas incertezas vividas, mas pelo querer consciente,
Querer evoluir minh'alma, além de mim...
Denilson

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Na busca do relacionamento, cuide de seu corpo, mas modele sua essência!


Quem nunca se perguntou de onde surge o amor, a paixão?
De repente, não mais que de repente (risos) nos vemos apaixonados, aflorados por um sentimento misterioso, mas podemos nos perguntar por que apaixonamos logo por alguém que não segue um padrão de beleza, ou de  princípios concernentes aos nossos?
A Ciência vem tentando desvendar o mistério, com explicações mirabolantes desse enigmático sentimento, utilizando-se de diversas terminologias para descrever por que nos apaixonamos, acredito que por detrás dessa pergunta haverá sempre uma interrogação, creio que isso se desencadeia pelo subjetivismo!
Já conheci pessoas lindas fisicamente, mas bastou um tempo de conhecimento, para que não me interessasse e nem sonhasse em relacionar-me com essas.
Nessa era da ditadura da beleza em que vivemos, as pessoas buscam corpos perfeitos, mulheres magras, bem modeladas, homens musculosos, abdômen  tanquinho, e assim esquecem-se da essência, daquela combinação formidável, subjetiva, daquele humor inteligente, jeito de olhar, timbre de voz, sorriso, enfim, daquela personalidade que atrai como ímã, pela especialidade que a outra pessoa tem.
O sex appeal para mim é inexplicável, está atrelado à individualidade do outro, à essência e não somente ao corpo.
Então, cuide de seu corpo sim, mas modele sua essência, seu lado interessante, criativo, simpático, empático, misterioso e transparente!

Denilson

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Enlace, desenlace!


Deixe-me só, como os pássaros sem ninho, em noites enluaradas,
não quero tê-la por sua piedade,
Apenas leve de mim o gosto amargo de ter te conhecido, em minha liberdade.
Não supra meu vago desejo de enroscar meus lábios aos teus,
Não desespere a necessidade absurda que tenho em ouvir tua voz!
Quero o abandono de teu sentimento, quero, somente quero, poderia matar-me de dor essa vontade!
Que se esfacele em chamas o ardor de querer-te!
Para sempre, seja anuída essa vontade em conformidade aos teus atos!
Haja consentimento do misterioso destino de ter te encontrado!
Basta, apaguemos as velas, chamas vãs, quer apenas consumir minha liberdade!
Desfaça com inexplicação o que sem explicação se iniciou, conserve para sempre o bem que em mim ficou!


                                                                        Denilson

domingo, 2 de janeiro de 2011

Tigres Mortos!


"Dentro de mim morreram muitos tigres.Os que ficaram, no entanto, são livres." (Lau Siqueira)
Nossa, quantos tigres de fato tive que matar para me encontrar...quantos problemas e até mesmo pessoas tiveram que "descer à sepultura" tão fria de minha memória. Neste "cemitério de tigres" coloquei um epitáfio que jamais retratasse saudade e sim indiferença, as flores que fazem jus à memória destes que dormem, sangram minha imparcialidade!!!
Denilson

Expiração

Minha dor cessou, afinal a cura do tempo pode me valer de alguma forma.
Todas as vezes que te idealizei, os anos em que meu coração por ti pulsou, a mistura dos sentimentos, desejos ardentes e latentes em lhe encontrar, poder tocar, reclinar sobre seu colo, minha vaga e rodeada cabeça, acorrentada por sua imagem.
O tempo se encarregou de fazer minguar, de uma forma suave, foi apagando aos poucos sua imagem, deixando-a distorcida, até por fim, descolori-la.
Os cordões que me atrelavam a ti, ficaram fracos, impotentes, romperam a ligação que havia, tudo cessou como chama que se apaga ao vento!
Denilson

sábado, 1 de janeiro de 2011

Nada é para sempre!

O título acima é uma paráfrase do filme a que assisti há muito tempo, embora  tenha considerado o enredo bem lento, esse filme me fez pensar muito na fugacidade do tempo.
O filme retratava a questão familiar, um casal e dois filhos (esses tinham o hábito de pescar com seu pai, desde criança)!
Reuniam-se para as refeições à mesa, agradeciam em oração pelo alimento dispensado, enfim, o filme abordou as diferenças de personalidade dos filhos, mesmo criados da mesma forma, mas o que me chamou mesmo a atenção foi a sequencia do tempo na existência, pois mostrava gradativamente os períodos existenciais, o crescimento dos filhos, as paixões, a perda dos pais, o término familiar pela morte!
Um dos irmãos, depois de velho, vai ao rio pescar, sozinho, pois todos morreram, sua mente é invadida pela lembrança de quando a família se reunia,quando ele , seu irmão e seu pai pescavam no mesmo lugar, seu coração parece então ser tomado pela saudade, pela maturidade e reconhecimento de coisas que só damos valor ao perdê-las, o final é comovente: no crepúsculo, somente um filho, à margem de um rio, com sua vara de pesca, suas lembranças e saudade, ele expõe, através das palavras abaixo, tudo o que sente:

“Mas, quando estou sozinho à meia luz, toda vida se desfaz, e sobram só minha alma, minhas lembranças e os sons do rio, um ritmo de quatro tempos e a esperança de pegar um peixe.
No final, tudo se funde numa coisa só e um rio a atravessa. O rio foi interrompido pelas enchentes e corre sobre as pedras do porão do tempo.
Algumas pedras são pingos eternos. Sob as pedras estão as palavras. E algumas palavras são delas”.

            A mensagem que pude extrair desse filme foi a valorização das coisas que muitas das vezes consideramos sem importância : a harmonia familiar, os lugares significativos, os princípios que nossos pais nos transmitem, tudo isso, deve ser aproveitado com muita intensidade, o tempo é efêmero, deixando-nos apenas as palavras, absorvidas em formas de lembranças, saudade...
 
                                                                                                                                            Denilson