quinta-feira, 30 de junho de 2011

Meu desejo em relação às MPBs que ouço

Perdoe-me Vinicius e Jobim, mas essa história de “Eu sei que vou te amar” não cola mais, pois eu não posso amar por toda minha vida, nem desesperadamente amar quem não corresponde aos meus sentimentos.  Não desejo “sofrer a eterna desventura de viver à espera de viver ao lado seu, por toda minha vida”.
José Augusto me poupe, longe de mim “Agora Aguenta Coração, você não tem mais salvação...”, há remição sim, quando olho para meu eu, aprendendo a me amar!
Esqueço-me de vez do “Oceano” de Djavan, onde “amar é um deserto e seus temores, vidas que vai na cela dessas dores” , preciso  de um oásis, segurança, liberdade emocional.
Cartola que me desculpe, mas não vou me queixar às rosas, afinal, elas não falam... Também  não quero sonhar um sonho  incorrespondido e depois implorar que alguém venha  “ver os meus olhos tristonhos”.
Nada de “Vivendo por Viver” do rei Roberto Carlos, nem pega bem a um monarca e aos seus amantes súditos “viver por aí por viver, com valores reprimidos por alguém” e mesmo assim “insistir em cultivar a presença desse “alguém”, mesmo que esse “alguém” nem saiba”, isso é humilhante!
Basta de “Jura Secreta”  onde “os beijos de amor que não roubei e as juras secretas que não fiz,  entristecem”, quero realização, nada de me martirizar!
Grito de alerta, oh Bethânia, chega desse negócio de “uma dor arruinando meu coração, de um lado carente dizendo que SIM e essa vida da gente gritando NÃO”! Quero aceitar a realidade e desprender da escravidão denominada carência!
Quero mesmo é a resposta para a interrogativa introspectiva de Buarque “O que será que será que dá dentro da gente e não devia, que desacata a gente que é revelia”, visto que, torno mais pleno, quando me entendo.
O que desejo mesmo é ir “caminhando e cantando e seguindo a canção” sobre o embalo de Geraldo Vandré, afinal, Belchior já dizia o que penso, quando compôs “que apesar de termos feito tudo, tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”, então  “ viver é melhor que sonhar” e já vem “vindo no vento um cheiro de nova estação”, portanto, vivamos tal novidade!
Quero “a risada mais gostosa” e “esse jeito de achar que a vida pode ser maravilhosa” de Ivan Lins.
Almejo Elis com sua “casa no campo, onde eu possa ficar do tamanho da paz, compor muitos rocks rurais, a esperança de óculos e o filho de cuca legal, plantar e colher com a mão a pimenta e o sal”.
Anseio seguir o conselho de Tihuana “viver um dia de cada vez, sentir saudades e não ter medo de chorar”.
Desejo desfrutar de “Tempos Modernos”  de Lulu Santos, “um novo começo de era, de gente fina, elegante e sincera, tudo isso por cima do muro de hipocrisia, uma vida clara, farta, repleta de toda satisfação”,em que eu possa “viver tudo que há pra viver”, com responsabilidade, é claro!
Quero que, em minha quietude, junto a Milton Nascimento “falar da cor dos temporais e de pequenos fragmentos de luz” e “amar de novo, e se não der, não sofrer”.

Enfim, rogo, que juntos viajemos na “Aquarela” de Toquinho, enfrentando os bens e adversidades existenciais, com muita alegria, garra e determinação, mesmo sabendo que, um dia, enfim, “descolorirá”.
Denilson


segunda-feira, 27 de junho de 2011

Minha segunda-feira nublada!

Olá queridos leitores, como estão?
Bem, hoje, segunda-feira, trabalhei pouquíssimo, aqui está um dia nublado e esses dias me remetem à reflexão, penso, penso, e, descartando Descartes, às vezes, não existo(risos).
Sou muito saudosista, já fui mais e acho que sofria demais. Hoje ainda sou, mas consigo lidar melhor com isso!
O novo vem quebrando o passado, nos força a adaptação.
Saudade da infância, cheiro, sabores, lugares, de um amigo que se foi, da voz, das brincadeiras, saudade da gente mesmo, dos sonhos empoeirados!
E temos de lidar com isso, com a dor de saber que algumas coisas jamais voltarão, estas, eternizam nossa saudade!
Hoje, também não estou pensando só na saudade, mas no cuidado que devemos ter quando cativamos a alguém, lembra-se da frase de Exupéry "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"?
Pois é, quantas pessoas "brincam" com sentimentos alheios dizendo que gostam, fazem juras eternas e do nada se tornam frias, abandonam, não cultivam a amizade?
Fico observando essas situações e penso, como pode alguém em perfeito juízo agir assim?
Não somos irracionais, nos diferenciamos dos demais, portanto devemos ser mais transparentes em nossas relações sejam elas de amizade ou de namoro!
Ah! Por falar em namoro, quantos estão vivendo um relacionamento de aparência e têm medo de separar? É como a frase "ruim com ela, pior sem ela".
Quantas pessoas não rompem o casulo por medo de enfrentar consequências?
Preferem viver deprimidas, angustiadas a tentar ser feliz na sua essência.
E por falar em angústia e tristezas, sempre que me sinto assim, identifico as causas, na maioria das vezes, sempre existe um motivo!
Vamos de mãos dadas? (risos)
Acho que os assuntos abordados aqui estão meio incoesos, é que me lembrei de Drummond:
"Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente."
Bem, já já vou tomar um cafezinho, afinal, aqui está nublado, nuvens espessas, ora desaguam...como meus pensamentos...ora precisam eclodir para suavizar o oculto lugar onde descansa minha essência.
Abraços queridos, continuem reclinado suas cabeças em meu divã, espero que esteja aconchegante!
                                                                                                Denilson 27/06/2011

domingo, 26 de junho de 2011

Rima ao acaso

Caiam sobre mim rosas acácias, camélias, dálias!
Cada qual com sua representação,
o amor seja sempre intenso,
a perfumar, doce incenso!

Que, a cada passo, na existência,
a triste lida, destino hostil,
se converta em iminente florescer,
suceda ao novo alvorecer!

Fortuito algoz , impiedoso repente,
ascende como chama abrasiva!
Mana em quietude, incessantemente,
águas, sobre minh’alma latente!

Desperte amena paz, fluente,
inunde-me sobre outro norte.
Cores, amores, transbordem,
recaia sobre a vida, feliz sorte!

Denilson 25/06/2011



sábado, 25 de junho de 2011

Desilusão: O príncipe virou um sapo!

Sentimentos... ai, ai, ai...quem nunca passou por uma crise sentimental?
Isso acontece pela maldita EXPECTATIVA que depositamos na outra pessoa, na realidade, a própria relação costuma dar indícios de que alguma coisa está indo errada, mas acreditamos que através do nosso esforço e dedicação iremos reverter esse quadro.
Acreditamos que a pessoa por quem estamos apaixonados ou vivendo alguma forma de relação é perfeita, afinal, ela consegue nos surpreender, e isso com um pequeno gesto de carinho. Depositamos muito amor, dedicação, cuidado extremo e recebemos como recompensa gestos pequenos e por estarmos  “fisgados”, achamos o máximo.
A imaturidade alheia é terrível e consegue pegar nossas carências subitamente,existem pessoas que ficam eufóricas com um pequeno afago. Devemos desejar mais, pequenos gestos são importantes sim, mas devemos estar atentos para recíproca em relação aos  nossos grandes gestos.
Especialistas na área advertem para uma coisa muito importante que devemos possuir para a relação e para enfrentar a desilusão : AMOR PRÓPRIO.
Sair da zona de dor não é fácil, já sabemos disso, entretanto, depende de você, até quando criará situações para viver a vida do outro, querendo controlar uma vida que não é sua?
A dura realidade é que o outro já pode ter alguém, estar feliz nos braços de outra, e você aí sozinha, remoendo, se martirizando e implorando amor!
O príncipe virou um sapo?
Recomece, apóie-se em sua família, em algo que lhe dê prazer, em um amigo. Ah, e por falar em amigo, um fato interessante de ser lembrado é que muitas pessoas quando começam um relacionamento, rompem seus vínculos de amizade e quando as coisas não dão certo, voltam-se para quem ? Conserve seus amigos!
Qual relação nunca terminou? Encontraremos várias por esse mundão afora!
Reconstrução exige esforço físico, emocional, há de se carregar tijolo por tijolo, pedra por pedra, remover os entulhos do interior.
Querido leitor, veja essa fase como uma nova viagem, um novo perscrutar de caminho, o novo vem sim, só depende de você!
Denilson 24/06/2011

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Os Retratos

Os antigos retratos de parede
Não conseguem ficar longo tempo abstratos.
Às vezes os seus olhos te fixam, obstinados
Porque eles nunca se desumanizam de todo
Jamais te voltes pra trás de repente.
Não, não olhes agora!
O remédio é cantares cantigas loucas e sem fim…
Sem fim e sem sentido…
Dessas que a gente inventava
enganar a solidão dos caminhos sem lua.


Mário Quintana

domingo, 19 de junho de 2011

Ainda dói...

Ainda dói esta ausência, aperta meu peito, a lembrança de que já faz tempo que não te encontro.
Dói a ausência das palavras, que não soa mais de madrugada como música suave.
Custoso é perceber que tudo não passou de ilusão.
Causa-me sofrimento, querer saber sobre você, sua nova vida, anseios e designíos!
Penoso sofrimento é pensar na distância, alternada de sentimentos e quilômetros.
Aflição variável, pois ora me prende súbita e traiçoeira, ora libera-me à felicidade, quando há aceitação do abandono.
As noites de inverno juntam-se à minha agonia, querendo seus braços, suas mãos, implorando seu corpo, em repouso côncavo ao meu.
Meu romantismo converteu-se em desengano, suas palavras que outrora me tornavam crente, hoje, desumanizam-me, reduzem-me a um incrédulo.
Meu amor, tão lindo, puro néctar, varia em sucessão, transfigura-se absinto!
Nada mais me consome além da sua face cravada em minha lembrança, em forma de saudade!
Percebo sua indiferença, tamanha frieza, que expurga de mim, toda chama que acreditava existir em ti.
Refugio-me no tempo, capaz de dissipar dores e retribuir as injustiças, como pagamento exato dos que afligem à alma sincera!
Esse rústico tecelão há de juntar novos fios, em seu tear invisível, há de tecer  nova indumentária,  para dissipar o frio dessa solidão!
Denilson
                                                             19/06/2011

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Evoluindo...

Vídeo extremamente lindo, fala da evolução vital, das necessidades e expectativas do outro. Amigo, convido-o a assistir, lindo, realista, perfeita mensagem!
Comece bem sua semana!
Com carinho,
Denilson